Introdução

  Este é um projeto iniciado pelas aulas de geografia da escola Autonomia, com o professor André Peron. Tem como objetivo alertar as pessoas das condições atuais dos oceanos do planeta terra. No site é encontrado informações principalmente a respeito de sua história, utilidades e impactos causados pelos seres humanos.

Navegue a vontade (trocadilho)!

André Servaes, Lucas Franz e Túlio Deschamps.

História do Oceano

Formação do Oceano

Após a formação da Terra há cerca de 4,6  bilhões de anos, enormes quantidades de vapor de água foram libertadas dos vulcões e da superfície do planeta em fogo. Assim formou-se uma grossa, pesada e quente massa de nuvens envolvendo todo o planeta. Alguns milhões de anos mais tarde, logo que a temperatura da superfície da crosta terrestre atingiu uma temperatura critica, ocorreu a condensação deste vapor. Logo a água junta formou um “Oceano Primitivo”.

Este Oceano Primitivo, formado há mais de 4 bilhões de anos, era muito diferente. As águas eram ácidas e a sua temperatura rondava o ponto de ebulição assim a agua evaporava e condensava muito. Então, grossas  e fortes chuvas quentes, iniciaram o primeiro ciclo hidrológico da Terra, muitas tempestades fortes com raios e trovões.

Parte da água dessas precipitações voltava à atmosfera por evaporação. O resto preencheu as depressões primárias da superfície do globo, vindo a formar o primeiro grande oceano de nosso planeta.

Forças da natureza
A força que o oceano exerceu sobre a costa primitiva ajudaram a moldar o relevo do globo. Assim, entre 4 e 2 bilhões de anos, o fundo do mar abriu-se em diversas fissuras, permitindo o contacto do magma com a água. moldaram-se os fundos oceânicos e iniciou-se um processo de deslocamento das diferentes placas tectónicas. A ideia basica sobre a fragmentação do continente de Gondwana foi do cientista alemão AIfred Wegener (1880-1930).

Muitos pensam que por muito tempo, houve um oceano principal; o Paleopacífico, e um gigantesco bloco de terras emersas; o continente de Gondwana, que eram América, África, Europa, Ásia e Austrália, e que se manteve junto por dezenas de milhões de anos. Sua fragmentação, iniciou-se em meados da Era Mesozóica(há cerca de 180 milhões de anos), originando a divisão do mar único em um mosaico de oceanos e continentes.

As ideias básicas sobre a fragmentação do continente de Gondwana foram do cientista alemão AIfred Wegener (1880-1930).

Este movimento não parou, e ainda origina catástrofes naturais como terramotos e erupções vulcânicas.

NOME DOS OCEANOS:

Oceano Pacífico:

O nome foi-lhe dado em 1520 na expedição de Fernão de Magalhães e deve-se ao
bom tempo que os marinheiros encontraram enquanto atravessavam o Pacífico.

Oceano Atlântico:

A palavra Atlântico é de Atlas, deus da teogonia primitiva grega que
sustentava sobre as suas costas o céu.
“Atlântico” era usado na antiguidade para designar o oceano a oeste da
Europa. De acordo com Hérodote, este nome é do povo dos Atlantes
que habita em Marrocos jundo ao monte Atlas.  Mas esse nome desapareceu,
na Idade Média, quando se utilizava o nome de “Mar
Ocidental” ou “Mar do Norte”. O responsável pelo reaparecimento do nome
“Atlântico”, foi o geógrafo Mercator ao colocá-lo no seu célebre mapa do
mundo em 1569. A partir deste momento o nome foi
gradualmente sendo subsituído por este, que esta até hoje
dias.

Oceano Índico:

Recebeu este nome pela sua proximidade ao sub-continente da Índia.

Oceano Artico:

Recebeu o nome da constelação Ursa Maior (arktos=urso).

Oceano Antártico:

A sua localização no Hemisfério Sul foi o motivo deste nome. Antártico
significa estar oposto ao Ártico (“anti-artico”).

O Oceano

Ooceano é uma larga extensão de água salgada. Ele ocupa 71% da superfície terrestre (que é 510 milhões km²), 61% do Hemisferio Norte e 81%  do Heisferio Sul), cerca de 361 milhões km². com profundidade média de 3,5 mil metros de profundidade, sendo o ponto mais fundo a 11mil metros de profundidade no Oceano Pacifico. O estudo específico dos oceanos e mares é chamado de oceanografia.

E apesar de muitos dados obtidos, o homem explorou apenas 1% dos Oceanos.

No planeta são identificados cinco oceanos, apesar de todos possuírem ligações uns com os outros, são classificados como: oceano Pacífico, Atlântico, Índico, Glacial Ártico e Glacial Antártico.

Inseridos nesses oceanos estão os mares, essa expressão significa regiões ou partes dos oceanos que se encontram nas proximidades dos continentes, em alguns casos eles se estabelecem no interior dos mesmos ~sao assim os mares.

Os mares são classificados em:

  Mares fechados: são aqueles que se encontram nos interiores dos continentes, desse modo, não apresentam uma ligação de maneira direta com os oceanos, como, por exemplo, o mar de Aral e o mar Cáspio.

  Mares abertos: estão diretamente ligados aos oceanos que se encontram nas proximidades. Já no caso dos mares interiores existem restritas passagens que possibilitam uma conexão com os oceanos, a ligação ocorre por meio dos estreitos.

Os paises; Australia e Japão contam com um dos oceanos mais diversificados, mas milhares de organismos permanecem desconhecidos para a ciência, em um momento em que o aquecimento global representa um dos maiores perigos para a vida marinha.

Esses dois países abrigam em torno de 33.000 espécies conhecidas, segundo um estudo realizado nos últimos 10 anos. Mas deve haver  250.000 espécies so nas vastas águas da Austrália, onde se encontram três oceanos e quatro mares, e que banham desde o trópico até o pólo sul.

Com o oceano se estende do polo norte ao polo sul, passa po uma grande variedade  de temperaturas, isso faz com que suas aguas circulem, o que se chama de correntes marinhas:

correntes marinhas do mundo inteiro

Em relação ao meio ambiente, o oceano contribui na composição e equilíbrio climático, uma vez que os oceanos abrigam seres que são responsáveis pela produção de grande parte do oxigênio do planeta e também por produzir calor em períodos maiores que os continentes, denominado de maritimidade.

Além disso a maior parte da população mundial mora junto ao litoral. O oceano é uma fonte de extração de minerais e destino dos que buscam turismo e lazer. Do ponto de vista social e humano, os oceanos e mares exerceram e ainda exercem grande importância no que se refere às estratégias militares e comerciais, a exportação, a pesca, o turismo e muitos outros. Economia em geral

Em relação ao meio ambiente, ele contribui na composição e equilíbrio climático, denominado de maritimidade. O ar que respiramos é obra do Oceano: 80% do oxigênio da atmosfera é produzido durante o processo de fotossíntese das algas do fitoplacton.

Impactos

O oceano fornece ao homem muitas coisas, desde transporte e lazer até o fornecimento de alimentos. O problema é que ultimamente o homem não está retribuindo esse grande favor que a natureza o proporciona, além de pescar excessivamente ainda deixa o oceano vulnerável a qualquer acidente em relação à extração de petróleo, isso sem falar da imensa quantidade de lixo que é depositado nele.

LIXO:

Tanto lixo foi jogado ao oceano que criou-se o “Sopão do Pacífico”, uma acumulo de lixo que vaga pelo pacífico devido as correntes maritimicas..

Sua extensão ultrapassa 920km e seu um volume de mais de 100 milhões de toneladas de lixo, do qual 90% é  composto de plástico. Em regiões como o litoral do Japão, essa quantidade de lixo aumenta dez vezes mais a cada dois ou três anos. Esse lixo muitas vezes ainda mata animais de diferentes espécies, que acabam ingerindo-o por engano, os principais afetados são as aves marinhas.

PESCA EXCESSIVA:

A pesca excessiva é outro fator gravíssimo que vem acontecendo, quantidades absurdas de peixes e animais marinhos são retiradas diariamente das águas, o que não dá às espécies tempo para se reproduzir novamente. É um problema não apenas para os pescadores que ficam sem mais peixes para pescar e se sustentar, mas sim para a cadeia alimentar marinha, quando se pescam os forrageiros (sardinhas e peixes menores) que se alimentam dos planctons e algas, a cadeia desaba, pois baleias e peixes grandes que não comem os “planctons” acabam se alimento e morrem também. Algumas espécies são extintas, ou melhor, aniquiladas, a outra espécie que talvez se alimentasse dessa, pode também ir à extinção, e por aí vai. Além disso se pescam muitas baleias e animais maiores que ja estão em extinção por falta de alimento.

A sardinha é um peixe muito conhecido e comercializado por ter ômega 3, por isso é um grande alvo dos pescadores. Em media, um barco pesqueiro de grande porte retira 70 toneladas de sardinha do mar em apenas dois dias.

PETRÓLEO:

Um vazamento de petróleo pode causar desastres ambientais memoráveis, como vimos recentemente no acidente do golfo do México, ele também não só prejudica o oceano, mas também os animais.

MARÉ VERMELHA- ESGOTO

A maré vermelha é causada na maioria das vezes pela floração de pequenas algas chamadas de Pyrrhophyta (grego; Pyrrhophyta significa planta cor de fogo).

O aumento nos níveis de nutrientes dissolvidos na água do mar (que hoje em dia vem muito do esgoto),  junto com uma temperatura mais quente luminosidade ideal faz com que essas algas tenhamuma explosão em sua reprodução(cada dinoflagelado é capaz de se reproduzir cerca de um milhão de vezes em uma ou duas semanas, chegando a atingir concentrações de até 10 milhões por litro de água!)

Isso pode pode representar uma série de ameaças ao ambiente marinho e ao homem. Matando inúmeras espécies de peixe, devido ao entupimento das brânquias, devido ao excesso de algas que consomem todo o oxigênio e não deixam passar sol nem nada na camada superior do mar, todos os seres vivos embaixo morrem, (existem registros de casos em que lagostas se arrastam para fora da água, numa busca desesperada por oxigênio, e acabam morrendo nas praias ou costões rochosos)

Essas algas podem produzir algumas toxinas que estão entre os mais poderosos venenos conhecidos. O envenenamento pode ocorrer de forma direta, matando peixes e outros organismos marinhos, ou indireta ;certos moluscos, não são afetados diretamente pelas toxinas mas, por serem organismos que filtram a água do mar, retirando dela seu alimento, acumulam algas nocivas e, conseqüentemente, intoxicam indiretamente animais que deles se alimentem, como pássaros, mamíferos marinhos e até o ser humano.

O consumo de moluscos provenientes de regiões afetadas pelo fenômeno causou alguns dos tipos de envenenamento indireto, provocado pela ingestão de moluscos contaminados, que podem atingir o homem são a paralisia (em que a pessoa morre por insuficiência respiratória), o envenenamento diarréico (provoca muitos enjôos, vômitos, tremores, calafrios) e o o envenenamento amnésico.

Este fenômeno esta sendo observado cada vez com mais frquencia.

Afeta assim, toda a população local, falisndo restaurantes, prejudicando pescadores e causando mortes.

OCEANO ÁCIDO:

Com o excesso de gás carbonico na atmosfera,os Oceanos estão ficando cada vez mais ácidos, pois o CO2 em contato com a água forma o ácido carbonico (H2O (agua)+ CO2 (gás carbônico)-> H2CO3 ) , que baixa o PH da água aumentando sua acidez matando ínumeras especies de peixes, corais e algas. Hoje o oceano está 10% mais ácido do que em 1800…

Porquê? Porque se dissolve facilmente, e o oceano é bem mais vasto que a atmosfera em numero de átomos, tal que conta com 37 000 gigatoneladas de carbono contra somente 800 gigatoneladas armazenadas no ar.  pesquisas feitas por entidades no mundo inteiro mostram que 48% do dióxido de carbono emitido pelo homem desde o inicio da era industrial (séc. XIX) está presente nos oceanos, ou seja 120 trilhões de toneladas de carbono. Pior, esta acumulação continua ao ritmo de 25 milhões de toneladas de carbono todos os dias!

aguá acida mata Recifes de Corais que abrigam grande parte da vida marinha....

Por volta de 2050, a não ser que se tome medidas drásticas de diminuição da poluição, 98% dos corais hoje existentes terão desaparecido.

 

Como Salvar

Naturalmente, existem mais do que dez, maneiras e coisasque se pode fazer para salvar os oceanos e consequntemente ajudar muito a salvar o mundo, mas por que parar aí? Aqui estão as primeiras dez que você pode fazer todo dia, qualquer dia…

  1. Coma menos peixe, e faça perguntas sobre a origem do peixe. Que tipo de peixe é este? De onde veio, e como foi capturado?  Evite peixe proveniente de uma região exaurida, que foi capturado ilegalmente, que foi capturado com redes de arrasto no fundo do mar ou de alguma outra maneira que resultou em alto índice de pesca acidental.  Evite produtos cultivados, como camarão e salmão.
  2. Ajude na luta contra o aquecimento global, que está destruindo ecossistemas marinhos desde os trópicos até as regiões polares.Não prouza tanto Co2, reduza o uso de carros particulares e utilize mais transportes públicos (ou bicicletas), passe a utilizar fontes renováveis de energia, compre alimentos e produtos cultivados e produzidos localmente (organicos de preferencia, ou seja sem veneno).
  3. Para reduzir a quantidade de nutrientes que cai no oceano causando o aumento de algas e de zonas mortas no solo marinho, evite o uso excessivo de fertilizantes e compre produtos cultivados organicamente.
  4. Mantenha os oceanos livres de entulho.  Minimize o uso de plásticos – por exemplo, não use sacolas de plástico, e faça reciclagem tanto quanto possível.
  5. Ajude a reduzir os venenos que caem nos oceanos. Não use pesticidas, e exija de fabricantes e autoridades um paradeiro na fabricação de poluentes persistentes, como PCBs (policlorobifenidos) e cloro.
  6. Se comprar peixes tropicais de aquário, assegure-se de que eles foram reproduzidos em cativeiro, e não capturados em recifes. Peixes tropicais são muitas vezes capturados com cianeto ou com outros métodos predatórios de captura, e muitos deles morrem antes de chegarem ao mercado.  Indague na loja de animais de estimação.
  7. Ajude a salvar as Baleias Se você mora ou visita algum lugar com baleias e animais maiores exija que cuidem dos animais (International Whaling Commission).
  8. Exija de políticos o apoio deles à criação de “no-take” reservas marinhas para proteger ecossistemas marinhos e restaurar regiões pesqueiras.
  9. Estude e procure aprender mais sobre os oceanos assi ficamos mais conscientes dos nosso atos
  10. E, por último, mas não menos importante –  Converse com amigos e com a família sobre os problemas – e as soluções – que influenciam os nossos oceanos.  Escreva cartas aos editores de seus jornais locais, chamando-lhes a atenção para os problemas marinhos.

Se cada um fizer sua parte podemos reverter a situação!

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